Atleta Cannabis
Fernando Paternostro, triatleta Ironman e fundador do Atleta Cannabis

Fundador do Atleta Cannabis

Fernando Paternostro

Atleta amador, empreendedor e comunicador. Fernando criou o Atleta Cannabis para aproximar esporte, cannabis medicinal, ciência e histórias reais — sem promessas fáceis e sem substituir o acompanhamento médico.

Minha história não é uma receita. É um convite para trocar o preconceito por informação.

Perguntas e respostas

Uma conversa com Fernando

Quem é o Fernando fora das provas e do Atleta Cannabis?

Sou uma pessoa movida por desafios, curiosidade e transformação. O esporte de endurance ocupa uma parte importante da minha vida, mas não me define sozinho. Também sou empreendedor, paciente de cannabis medicinal, marido, amigo e alguém que gosta de conectar pessoas.

Tenho interesse especial por tudo aquilo que pode ajudar as pessoas a viver melhor, com mais autonomia e consciência. O Atleta Cannabis nasceu justamente desse encontro entre minha experiência pessoal, o esporte e a vontade de tornar uma conversa ainda cercada de preconceito mais aberta e responsável.

Como a cannabis medicinal entrou na sua vida?

A cannabis entrou na minha vida primeiro como paciente e como uma possibilidade de cuidado. Não chegou como uma solução mágica, mas como algo que merecia ser compreendido com seriedade, acompanhamento e informação.

Ao conhecer melhor esse universo, percebi uma distância enorme entre o que muitas pessoas imaginavam sobre cannabis e o que pacientes, médicos e pesquisadores já discutiam. Isso despertou em mim a vontade de estudar, compartilhar experiências e ajudar outras pessoas a chegarem a profissionais qualificados.

Foi assim que uma experiência pessoal começou a se transformar também em propósito.

Qual foi a principal mudança na sua relação com saúde, recuperação e qualidade de vida?

A principal mudança foi entender que recuperação não é simplesmente parar ou descansar. Para quem pratica esporte de endurance, ela faz parte do treinamento e precisa ser tratada com a mesma atenção que damos à planilha, à alimentação e ao equipamento.

A cannabis medicinal passou a fazer parte de uma visão mais ampla e individualizada de cuidado. Minha experiência não é uma receita e não significa que funcionará da mesma forma para todo mundo. Ela me fez olhar com mais atenção para sono, recuperação, equilíbrio e longevidade no esporte.

Mais do que buscar uma promessa de performance, passei a pensar em como continuar praticando o esporte que amo de maneira sustentável ao longo dos anos.

O que você diria para quem ainda olha para a cannabis com preconceito?

Eu não diria para ninguém usar cannabis. Diria apenas para não tomar uma decisão baseada exclusivamente no preconceito — nem a favor, nem contra.

Procure informação, converse com um médico prescritor e entenda que existem pessoas reais utilizando cannabis medicinal dentro de tratamentos individualizados. Cada organismo, contexto e objetivo são diferentes.

Também é importante separar experiência pessoal de evidência científica. O relato de um paciente pode abrir uma conversa, mas não substitui orientação médica. Meu papel não é diagnosticar ou prescrever. É compartilhar minha experiência, traduzir informação e ajudar a construir pontes entre pacientes e profissionais qualificados.

No Instagram

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Ciência, esporte e histórias reais para falar de cannabis sem tabu, sem promessa fácil e com o atleta no centro.

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