Pat Cash, campeão de Wimbledon em 1987, lança marca própria de CBD para atletas
Após sete cirurgias no joelho e mais de 40 anos ligado ao tênis profissional, o australiano diz ter encontrado no CBD uma alternativa a remédios para dor, ansiedade e insônia.

Fernando Paternostro
Triatleta Ironman, paciente de cannabis medicinal e fundador do Atleta Cannabis
31 de jul. de 2026

O australiano Pat Cash, campeão de Wimbledon em 1987, anunciou em 2024 o lançamento de uma marca própria de CBD voltada para atletas. A novidade foi revelada em entrevistas a veículos australianos, incluindo o programa de TV "The Front Bar" e o canal de negócios AusBiz, e reacende uma discussão recorrente no esporte: a diferença entre a experiência pessoal de um ex-atleta e a evidência científica sobre o composto.
Quatro décadas de tênis, sete cirurgias no joelho
Cash, que também chegou a vice-campeão em Wimbledon e no Australian Open e ocupou o quarto lugar do ranking mundial na década de 1980, soma mais de 40 anos de carreira ligada ao tênis profissional. Ao longo desse tempo, foi submetido a sete cirurgias no joelho — um histórico de desgaste físico que, segundo ele, moldou sua busca por alternativas de manejo de dor fora dos analgésicos convencionais.
Por que ele recorreu ao CBD
Segundo os relatos, o ex-tenista chegou ao CBD procurando algo natural para dormir melhor e evitar o uso continuado de remédios para dor e ansiedade. Cash resume a experiência de forma direta: "CBD ticked every box for me" — o composto, segundo ele, atendeu simultaneamente às suas necessidades de sono, dor e ansiedade. É importante notar que esse é um relato de caso único, não um resultado de estudo controlado.
A marca Pat Cash CBD
A linha, batizada de Pat Cash CBD e vendida no site patcashcbd.com, é anunciada como isenta de THC e formulada com foco em propriedades anti-inflamatórias, mirando especificamente o público de atletas e pessoas fisicamente ativas. A imprensa australiana descreveu Cash como um dos primeiros grandes nomes do esporte mundial a lançar uma marca própria no setor de CBD.
O que dizem as regras antidoping
Do ponto de vista regulatório, o CBD isolado não é um problema para atletas de competição: a Agência Mundial Antidoping (WADA) retirou o composto da lista de substâncias proibidas em 2018, mantendo apenas o THC e outros canabinoides sob restrição em competição. Isso não elimina, porém, o risco de contaminação cruzada — produtos de CBD podem conter traços não declarados de THC, e cabe a qualquer atleta de competição verificar procedência e certificação antes de qualquer uso.
Uma pauta também regulatória
Cash tem defendido publicamente mudanças na legislação australiana, que à época exigia prescrição médica para a compra de CBD mesmo em produtos sem THC. Ele diz querer tornar o composto mais acessível para o alívio de dor e ansiedade — uma pauta que devolve ao debate público a tensão entre acesso mais simples a canabinoides e o controle regulatório sobre eficácia e segurança dos produtos.
Experiência pessoal não é evidência clínica
O caso de Pat Cash ilustra um padrão comum no esporte: um atleta de alto rendimento relata melhora subjetiva com CBD e passa a promover o composto publicamente. Esse tipo de relato tem valor real — ajuda a reduzir estigma e chama atenção para lacunas de acesso — mas não substitui ensaios clínicos que avaliem dor, sono e ansiedade de forma controlada. Antes de seguir o exemplo de qualquer atleta famoso, vale consultar um profissional de saúde, já que a resposta a canabinoides varia de pessoa para pessoa.
Aviso
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui consulta médica. Não constitui diagnóstico, recomendação de produto ou de dosagem. O uso de cannabis medicinal deve sempre ser acompanhado por um médico prescritor.Fontes e referências
Quebrar o estigma começa com uma conversa baseada em evidência.
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