Trilha, silêncio e cuidado: a experiência de Rodrigo Dantas com esporte e cannabis medicinal
Uma vivência pessoal que aproxima movimento, natureza, saúde mental e cuidado individualizado.

Triatleta Ironman, paciente de cannabis medicinal e fundador do Atleta Cannabis
Publicado em 08 de set. de 2026
Atualizado em 08/09/2026

A experiência de Rodrigo Dantas aconteceu durante o IRONWEEK, uma imersão de cinco dias realizada em Florianópolis que combina práticas físicas, técnicas de respiração, rodas de conversa e vivências em meio à natureza. Foi nesse contexto que ele participou de uma trilha de introspecção em silêncio, encerrada com um temazcal. Ao compartilhar o que viveu, resumiu a sensação: "dei uma esvaziada na cabeça. Tava precisando." O relato não é uma promessa de resultado nem uma fórmula de saúde mental. É o retrato de uma vivência pessoal em que natureza, esforço leve, silêncio e presença criaram um espaço de pausa.
Movimento também pode ser cuidado
A atividade física regular está associada a benefícios para a saúde física e mental. Mas cada pessoa constrói sua relação com o esporte de uma forma: para algumas, ele é treino; para outras, encontro, reconexão ou descanso mental. Em uma trilha conduzida com segurança e adequada às condições de cada participante, o ritmo pode abrir espaço para perceber o corpo, o ambiente e os próprios pensamentos.
A experiência de Rodrigo não deve ser lida como prescrição. Ela convida a uma pergunta simples: como o esporte pode caber, de forma possível e segura, em uma rotina de cuidado?
Cannabis medicinal: contexto individual, não atalho
Rodrigo relatou que, dentro de seu acompanhamento individual, utilizou pela manhã um produto com CBD e THC e THCV com a intenção de clareza e foco antes da atividade. Esse relato descreve a experiência dele; não orienta dose, produto, horário ou combinação para outras pessoas.
A resposta à cannabis varia conforme condição de saúde, formulação, concentração, histórico, outras medicações e atividade que será realizada. Em especial, produtos com THC podem alterar atenção, coordenação e tempo de reação. Por isso, decisões sobre tratamento e sobre a participação em atividades físicas precisam ser individualizadas e acompanhadas por profissional habilitado. Não se deve dirigir, operar equipamentos ou iniciar uma atividade de risco sob efeito de substâncias que possam comprometer a segurança.
Saudabilidade é olhar o conjunto
Saúde mental, prática corporal, sono, alimentação, relações e acesso a acompanhamento adequado não são peças separadas. A experiência de Rodrigo reforça uma ideia de saudabilidade: cuidar-se não é buscar uma solução única, mas combinar recursos que façam sentido para a realidade de cada pessoa.
Para ele, a trilha em silêncio e o temazcal foram uma oportunidade de pausa. A cannabis medicinal aparece nesse contexto como parte de um plano individual — jamais como substituta de avaliação profissional, hábitos de base ou medidas de segurança.
A mensagem que fica é menos sobre reproduzir um roteiro e mais sobre cultivar escuta: do corpo, da mente e do contexto. Quem considera cannabis medicinal deve conversar com um médico habilitado para avaliar indicação, riscos, interações e objetivos do seu caso.
Galeria da experiência








Aviso
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui consulta médica. Não constitui diagnóstico, recomendação de produto ou de dosagem. O uso de cannabis medicinal deve sempre ser acompanhado por um médico prescritor.Fontes e referências
Quebrar o estigma começa com uma conversa baseada em evidência.
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